Paisagem corriqueira
Cheia de aliterações no horizonte
Parecem se encontrar com meu nariz
Um infinito incerto
Meus sonhos que insistem
Sorrir de olhos abertos
Querer além do óbvio
Entender o que não me diz
Talvez caia a noite
Ultrapasse-me a idade
Mas voltarei ao parapeito
Para mergulhar na tua alma
Descobrir no teu silêncio
O que perco na palavra
O sol voltará a nascer
Por trás de toda tempestade
Desafiando tudo que é concreto
Então deixarei minha janela
A procura de quem sente
Almas que ainda derretem
Corações que ainda abrem
Poesias que precisem de fim
Ass: Danilo Mendonça Martinho