“É só”(05/02/2019)

Estou na sombra
No minuto atrasado
Vendo partir
Aplaudindo ganhar
Todos vivendo
Eu esperando

Não distribuo culpas
A inércia é minha
Não sem motivos
Desesperança cansa
Inveja da vontade
Larguei quem era
Por muito pouco

Ainda resta raiva
Sobra indignação
Até mesquinharia
Quero que prove
Antes que acredite
Meio por indolência
Também por ser incapaz

Caminho ou sou levado?
Tenho fé ou indiferença?
Coragem ou medo?
Fim ou começo?
Diga o que sou
Não há nada que sei
Se escolhi, errei

“Sublime” (04/02/2019)

No teu cangote esconderijo
Meu medo não é ninguém
Teu cheiro é ar puro
Inflando a esperança
A vontade de querer mais

Teu, é meu único nome
Pertencer-te é completo
Sem o peso da falta
Meu sonho está a salvo
Meu sorriso está livre

Esquece-me a tua sombra
Eu poso de alterego
Faço tudo por essa paz
Envolvido no amor
Dispensar ser eterno

No emaranhado deste abrigo
Prometo não precisar do amanhã
Findar aqui a felicidade
Não acordar longe de ti
Viver e morrer nesse abraço
 

Ass: Danilo Mendonça Martinho

 

“O último antes de amanhã” (31/12/2018)

Eu só queria agradecer
Porque a dor não vai costurar
Porque a alegria vai permanecer
Porque seria um esforço explicar

Há tanta coisa que não cabe na palavra
Tempo, amor, vida, sonho
Tudo passou rápido demais
E não vejo a hora de deixar para trás

Não sei dizer o caminho
Mal posso descrever esse fim
Já está tudo em movimento
O amanhã é sempre mais importante

Só resta mesmo espaço para agradecer
Certo e errado, bom ou ruim
Está tudo diluído na história
Na certeza da esperança de ser diferente

Não vale a pena detalhar
Deixemos tudo em suspiros e sorrisos
Não faz diferença reclamar
Viver é tudo sem poder pular

Então um obrigado e chega de passado
Respira fundo e deixa escapar
Seja livre do agora, antes e depois
E entenda, existir é só uma passagem

Ass: Danilo Mendonça Martinho