“Soneto Alugado” (18/11/2010)

Vendi a preço barato
Um coração em retalhos
Um amor com dívidas

Cedi parte da vida
Um latifúndio de solidão
Uma terra sem perspectiva

Inundaram-me de esperanças
Ancoraram meus sonhos
Já inexisto na tua distância
Sou sombra dos teus olhos

Fui proprietário do nosso romance
Morador de um ideal
Mas hoje sou teu pertence
Inquilino de uma paixão sem igual

Ass: Danilo Mendonça Martinho

5 comentários em ““Soneto Alugado” (18/11/2010)

  1. Ah poeta, eu sempre temi te olhar recitando a solidão, tinha medo de ela ficar mais bonita, ou de ela fazer sentido. Ou o medo maior era apenas de confrontá-la assim tal como ela é: uma vida cedida…

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