“Unilateral” (16/02/2011)

Cansei de ser a voz que chama
O único corpo que quer
O olhar que sente
Cansei de ser a ponta vazia da história
O poema jogado no lixo
Como se meu gostar fosse menor
Sem merecer um não
Cansei da palavra muda sem respostas
Tenho o meu coração e meu caminho
Tenho meu horizonte e uma verdade
O teu nunca me fez parte
Tudo bem se a campainha não toca
O que nos une não é mais presença
É preocupação de ter que esquecer
Mas até ela, parece somente minha

Ass: Danilo Mendonça Martinho

11 comentários em ““Unilateral” (16/02/2011)

  1. Não se deveria atrever – mas por que não? -, o poema escrito é uma morte vivida?Matou o que nunca viveu?O que nunca viveu já não estava morto?E você respirando sobre um túmulo… o túmulo do outro que nunca apareceu.Sei bem o que é isso. Dói o texto. Bela dor sofrida.Abraços!

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  2. Excelente!Chega uma hora em que nos cansamos de carregar nosso sentimento e o da outra pessoa também… Vivemos do retorno, até quando batemos na madeira ela nos dá som, porque tem que ser diferente com os sentimentos?Amei o poema!!! Parabéns.

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  3. Quando não somos mais do que retas paralelas em direção ao infinito, quando a ausência faz presença, é chegado o momento de bater as asas e partir. Sem rumo, sem pressa, na proa da felicidade. É que na rota de um poeta, muitos amores, alguns dissabores, infinitas emoções.Bjs

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