“Uma memória em sépia” (12/09/2010)

Lembro de um corredor cheio de plantas
Lá meus avôs me seguravam pelos braços
Lá dei alguns dos primeiros passos
Lá andava de triciclo

Naquela casa também vivi
Dividi sopas no fim de tarde
Domingos frente a televisão
Ouvindo um jogo no rádio

Para mim era uma viagem longa
Que valia todos os momentos
O mais importante que me lembro
Era uma casa cheia de carinho

Sei para onde voltar
Vó, vô…
Guardem um espaço perto na mesa de centro
Que eu ainda chego com meus carrinhos para brincar.

Ass: Danilo Mendonça Martinho

Post em Homenagem a João Antonio Martinho

2 comentários em ““Uma memória em sépia” (12/09/2010)

  1. Você é uma esperança boa, uma força que contagia. Fico impressionada com seu dom de ver a beleza em tudo e criar poemas lindos a partir da tristeza. Estou por aqui se precisar, certo? =)

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  2. A cada dia que passa sinto em cada poro da sua pele e da sua alma a sensibilidade, que ao mesmo tempo te fara algumas vezes, sofrer, contudo sempre sera amado, pelas pessoas que podem ver a beleza do seu ser. Te amo e não sei se te mereço, Deus na sua gloriosa luz me deu voce que é um maravilhoso presente. Te adoro meu incrivel poeta.

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