“Não sejamos os mesmos” (04/11/2014)

A vida tem lugares extremamente confortáveis. Onde as coisas parecem ter encontrado seu espaço e só precisamos seguir. Só que há um velado problema em deixar a maré levar, ela acaba dando voltas para o mesmo lugar. É preciso remar, por mais impreciso que seja o nosso norte. Minha grande ilusão é a crença neste local que sentirei ser meu a vida toda. Estamos sempre em movimento e eventualmente, por mais que algo nos defina, por mais que tenha se acostumado em ser ali, e ainda que aquele lugar seja o que te criou, a gratidão não pode virar uma prisão, temos que seguir. O caminho é invariavelmente para frente. Já me perdi nos meandros da conformação, mas o peito é mais forte, incomoda, pesa, grita até que a gente se mova. O confortável um dia vira frustração. Um pedaço da felicidade é nômade e precisamos dele para sermos completos. Quando sabemos e reconhecemos cada detalhe do nosso redor é hora de abrir uma fresta e partir. Quando se muda percebemos tudo que é supérfluo e levamos apenas o necessário, mudando lembramos o quanto ainda somos livres. 

Ass: Danilo Mendonça Martinho

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s