“Antiga morada da paz” (28/02/2012)

Conheço muitas terras distantes, fictícias ou não, onde vagam corpos inóspitos. Lugares que passei procurando vida, que me juntei aos outros, que fugi de tudo. Há lugares, assim como o mar, aparentemente homogêneos, mas cheios de imensidão submersa. Caminhei, por muitas vezes, sem ser o único, o primeiro ou o último. Todos partimos para longe quando crescem nossas inocências, quando uma primeira parte de nós não pode mais acreditar. Vivi a esmo entre sonhos e passos. Acima de tudo, o incerto ficou companheiro e o resto virou uma tentativa de voltar. Não é fácil. Não posso dizer exatamente que sofri. Abracei solidões. Apaziguei dores. Acho que todo corpo encontra lugar nesse mundo, sozinho. Só depois de estabelecermos o “eu”, podemos pensar no “nós”. Foi em terras distantes que amadureci, em amores longes dos meus, em sonhos efêmeros, em sentimentos em construção. Só assim pude de encontrar completo. O mais surpreendente foi nos encontrar. Voltei.

Ass: Danilo Mendonça Martinho

4 comentários em ““Antiga morada da paz” (28/02/2012)

  1. Abraçei solidões…há momentos que fazemos isso..há momentos que vivenciamos o deserto de nós mesmos, solidão doída mesmo, é uma fase difícil, uma fase de desamparo e abandono.Talvez, a fé, talvez, a transcendência de um Deus nos cure, nos toque e nos incentiva a caminhar em direção ao encontro.bjos

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