“Consciente” (17/07/2011)

Ainda não sei o que aconteceu. As palavras nunca foram tão leves, o desapego tão real. Mesmo falando de meu âmago não parecia machucar. Senti perturbar a outra consciência, desestabilizar uma emoção, mas vejo que nem me importei. Falei as palavras contidas no peito, não procurei eufemismos e vi na verdade o único caminho. Pela primeira vez estive resolvido e absoluto. Parece que amadurecer tem suas vantagens. Jamais desistirei das paixões, mas que não me cobrem também. A certeza do que não será também abre horizontes. Desprovido de tudo aquilo que não havia dito o passo já é mais certo, o talvez não desvia a direção. Um sorriso volta a clamar independência. Não abandonei a palavra. O você mudou.

Ass: Danilo Mendonça Martinho

12 comentários em ““Consciente” (17/07/2011)

  1. A vida é assim: reinventadaO dia a dia se colore na finitude do instante que se chama hojeQue a leveza da verdade seja sempre o melhor caminho.Bjos

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  2. Adorei o texto!”A certeza do que não será também abre horizontes.” e como abre!! pode não ser o horizonte mais belo, ou mesmo o mais desejado, mas com certeza faz voce ver que existem outroa caminhos….

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  3. Às vezes é bom o momento de não se conter nas palavras. E sim, amadurecer tem lá suas vantagens. Bela reflexão, querido. Adorei. Beijos. Au revoir.

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