“Onde não existe tempo” (15/05/2011)

Aqui não bate vento, não nasce vida, é uma travessia sem alma. O caminho sem tempo faz lá fora ser qualquer lugar. Sinto-me em um deja vu eterno onde todos podemos nos perder. Nesse infinito, nesse canto de mundo, atravessam corpos igualmente estáticos, olhares sem destino. A boca seca, o horizonte se deforma, a palavra esmaece, tudo desiste. Quando entramos em um caminho onde nada se quer o mundo deixa de ter um amanhã.
Um trem que a gente embarca e nem sempre acha volta.

Ass: Danilo Mendonça Martinho

12 comentários em ““Onde não existe tempo” (15/05/2011)

  1. Onde não existe tempo, outros tantos tempos!Algumas chegadas e partidas, tantas e tantas vezes, nos salvam de nós mesmos.Somos feitos de construções e desconstruções.E a vida, travessia imperfeita…Abraço.

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  2. Uma vez alguém disse no meu blog que não se sentia necessário escrevendo depois de ter me lido.Eu não me sinto em falta não sendo poeta, quando leio Danilo.

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