“Ensaio sobre a solidão” (04/04/2011)



A maior probabilidade é que nada permaneça. Todo desejo se consome, todo sonho acorda, amor também acaba. Por mais que nasçam horizontes a esperança esvaziará quartos e armários até apenas sobrar a luz acesa na varanda. Sei que ninguém será capaz da minha realidade e que a culpa não terá dono. Sentarei a beira da janela por costume, sem mais esperas. Caberá lembranças, mas jamais presenças, o âmago é um lugar de passagem.O que escolher não me deixar apenas fará de minha morada um lugar mais só. Temo e conforto esse futuro de que no fim ninguém possa ficar. Há escolhas que sempre defenderemos sozinhos. Há princípios que não mudam e há uma grande parte que temos que abrir mão. É possível que ninguém entenda minha busca por liberdade, que minha falta de máscaras passe por maldade e que siga o caminho de casa sem companhia. São os riscos de defender uma bandeira, de ser um único a levantá-la. O querer não é algo comum, talvez até seja pessoal demais e não vou abandoná-lo. São as escolhas e sempre serão elas a trilhar o caminho, como não posso garantir as alheias, a solidão fica como certeza.

Quero felicidade e não farei concessões.

Ass: Danilo Mendonça Martinho

10 comentários em ““Ensaio sobre a solidão” (04/04/2011)

  1. meu desejo de felicidade é variável… sempre descubro novas coisas que podem me fazer feliz. quando estou comigo não me sinto só. solidão é quando estou com muitos, mas eu não estou presente.=)bjsmeus

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  2. E não importa se tens um motivo peculiar para não acender a tua luz interna. O que nos move é a esperança, mesmo que ela se distorça por entre as agonias e tempestades emocionais. Cabe a essa solidãozinha libertar os pedaços de alegria contido nos olhos.Fantástico. beijo pra vc

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  3. “O mundo não é, o mundo está sendo”. Pensar assim indica que os processos são um fim em si mesmos. Não há princípio, nem patamar a atingir. Há somente o Agora continuamente.Somos sós, você está certo, mas não devemos estar sozinhos. O outro, mesmo que não partilhe dos mesmos ideiais, tem papel importante a exercer na minha trajetória.Gostei do ensaio.Proponho apenas o seguinte: fazer concessões não pode ser razão de grande felicidade?Pense.Um abraço.

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