“Vicissitudes” (26/01/2011)

A vida é simples
Como cheiro de chuva no asfalto
Como cheiro de grama cortada no jardim
Este raiar de Sol tardio
Essa esperança embutida na solidão
Não chega nem a ser palavra
Se sustenta no toque da pele
Nos desejos dos corpos
Suspira de um olhar a outro
Completa-se no abraço

A vida é sutil
Pequenas e breves felicidades
Intensos e findos romances
Entranhas de um dia
Sonhos de uma noite
Segredos escondidos no horizonte
Verdades escancaradas no peito
Um pedaço de lembrança
Um outro a se construir.

A vida é tudo
As aflições de uma alma
O disparar de um coração
O despedaçar de lágrimas
Arriscar o que não se tem
Tudo que se sente
Tudo que acaba

Ass: Danilo Mendonça Martinho

6 comentários em ““Vicissitudes” (26/01/2011)

  1. A vida é leve como os versos que eu acabo de ler. A vida é um dia após o outro, com sorrisos e ventos.A vida é esse sorriso, esse poema sem fim, porque eu acredito que tudo isso não acaba, rs,….A vida é esse sorriso leve e suas palavras leve que acabo de ler. Ah chuva no asfalto e grama orvalhada!!Beijos

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