“Deixei” (16/09/2009)



Eu descobri que tudo que sei é pouco
Para tudo aquilo que quero entender
Minhas palavras são rasas
Minhas atitudes são ineficientes
Breve, previsível e insuficiente

O cansaço me tomou desde as entranhas
Um grito de liberdade instalado em meu âmago
Larguei de meus amores
Desisti por vez de seus olhares
Não quero mais saber se me falta, se me quer

Odiei-me por estar ali
A mercê dos olhares que me exigiam
Aquém de viver as expectativas
Vulnerável, fora de meu habitat
A promessa de não voltar

Rasguei pensamentos como cartas
Desfiz-me de tolas preocupações
Agredi inconvenientes justificativas
Exilei todas esperanças
Recriei-me cru e real

Não quero mais nada disso
Nenhum desses jogos insanos
Não quero mais comprar ilusão
Tudo que sei é que, o que descobri
Foi mais do que o bastante

Ass: Danilo Mendonça Martinho

2 comentários em ““Deixei” (16/09/2009)

  1. Danilo, Cada vez que passo por aqui admiro mais sua obra. Parabéns! Você realmente domina o “ofício das palavras”. Faz tempo que não recebo nenhum comentário seu e isso me faz falta. Sua opinião é altamente motivadora e importante. Grande abraço, Rogério Hernandes

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