“Ode” (11/05/2009)

Por certo, por fato
Falta de tato
Encerro a vida ainda no primeiro ato

É fome, é sede
Um dia deitado na rede
Quem sabe tudo pare de girar

A verdade e a melancolia
Uma cabeça vazia
O diabo a festejar

Enlouqueço penso
Depois finjo que desconheço
Meu nome, meu lugar

O passado me perturba
Lateja dúvida, dúvida!!!
Se ao menos tivesse voz para gritar

Surdo, mudo
Perdido em algum absurdo
Ninguém vai me encontrar

Amor insensato
Compraste-me a preço barato
Ainda lhe mato

Que seja eu então o ingrato
O ingresso falso
O coração faltando pedaço

Sofrimento, desilusão
Para poeta tenho vocação
Nada será em vão

Faça-se a noite e dia
Serei infiel companhia
A falta de toda inspiração

Ausência, vazio
São as vidas e mentiras
Soprando as velas do navio

Aporta, importa
Não me entregue nenhuma sombra morta
Não me venda tua escravidão

Quero liberdade!!!
Antes de santidades
Quero ser enterrado poeta vulgar.

Ass: Danilo Mendonça Martinho

Um comentário em ““Ode” (11/05/2009)

  1. Luza luz está acesanão importase você se importase você oraora nãoora simsempre acesachama perdidachamando a luz está tão acesatoda ondasse espraiandoolhandopor quem a veja já não importase você está lá a luz está Alice Ruiz

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