"Pela Manhã" (21/02/09)

Andava nas pedras em sinestesia
O vento ainda não esquentava
Tudo se movimentado devagar
As peças se encaixando
O Sol rasga seus raios entre as folhas,
Vem te buscar sem a mínima preocupação.

Caminhava devagar, desavisado, distraído
Na manhã ainda é tudo novo
O mundo provavelmente mudou
Sua rotina…apenas uma ilusão
O barulho de cascalho aguçando lembranças
Como se estivesse na estrada de terra
Como se estivesse sem um rumo
Como se já soubesse,
Que vou aproveitar cada minuto de luz
Talvez até das sombras lá fora.
Esquecer antes de mergulhar em obrigações
Nossos tempos mais sinceros à flor da pele.
Sem nenhuma importância para os “depois”

Algum dia eu ainda paro entre essas árvores
Me acomodo no banco, talvez mesmo no chão
Respirarei mais fundo como se respirasse cheiro de chuva
Entortarei os olhos, franzerei a testa olhando pro céu
Encarando o dia naquele silêncio onde nos entenderemos.
Tomarei um pouco mais de coragem
Me colocarei em pé, continuarei.
Só que agora…
Meio que chove debaixo das árvores
Meio que o Sol te conforta,
E o vento te ajuda a respirar.
Meio que a natureza te abraça
Nada há de ser ruim.

Ass: Danilo Mendonça Martinho

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