Ass: Danilo Mendonça Martinho
“Noticias de um romance” (26/11/2012)
Ass: Danilo Mendonça Martinho
“Estiagem”
Sinto saudade
Havia tempo do respirar profundo
Agora o mundo mal toca
Tudo chega com outro destino
Também partimos
Não há para onde voltar
A chuva que cai
Parece um grande silêncio
Nem a melancolia sabe o que dizer
Preciso lembrar que há vida
Mesmo que sem ela não exista o resto
É que o passado é apaixonante
O agora…escasso
A pena não é pelo verso
É pelo universo que não entra
A rotina fadada ao fracasso
Como se acordasse sem tempo
Como alma faltando espaço
No fim sentimento não se mede
Nem em um verso
Ass: Danilo Mendonça Martinho
“Com destino, sem direções” (07/11/2012)
Precisava de uma notícia de outrem
Olhos que pudessem testemunhar
A vida desta cor que só imagino
Se o passo fosse apenas passagem…
Não quero certezas, mas uma companhia
Mais do que um vislumbre do sonho
Quero verificar a existência do agora
Eu conheço este outro lugar
Ele ainda precisa de um endereço
Mas me mandasse um sinal de fumaça
Faria do meu aqui um lugar também
Seria então um pedaço do caminho
Uma perspectiva maravilhosa da felicidade.
Ass: Danilo Mendonça Martinho
“Resolução de fim de ano” (06/11/2012)
Ass: Danilo Mendonça Martinho
“Crer” (31/10/2012)
Ass: Danilo Mendonça Martinho
“Quilate” (15/10/2012)
O olhar que sai pela janela ainda é inocente
Sonha sem limites com a felicidade
Não importa quão calejada esteja a alma
Pensamos no mundo como lugar de todo possível
O que a gente deseja ainda não foi traído
Ninguém o deixou por uma vida melhor
Nenhuma briga separou o abraço
Querer é a nossa parte mais pura
Seja para nascer o veludo azul
Ou mesmo o pedido por lágrimas que acompanhem
A palavra é sincera quando almeja
Tudo nessa vida tem uma chance
O homem que sai pela porta…
Ainda pode ser inocente
Ass: Danilo Mendonça Martinho
“Natural” (13/10/2012)
A natureza respeita a chuva
Em silêncio os animais pastam
Os pássaros saem a caçar
Os insetos não dão sinal no meio do mato
Cachorros se aninham sob a copa das árvores
As flores seguem seu desabrochar
O papagaio engaiolado cochicha
As folhas passam recado pelo vento
Mas nada pára
Trabalhadores discretos
Fazem tudo atrás do véu branco
Deixando a chuva ter seu momento de paz
Ass: Danilo Mendonça Martinho
“Porto” (13/10/2012)
Ass: Danilo Mendonça Martinho
“Não se deixe” (08/10/2012)
Que vida é essa
Ocupada pelo nada
A negligência ao desejo
Tudo permanece incompleto
Mas o sonho precisa acordar
O amanhã tem que nascer
Deixar-se para trás
É acreditar que existe limite
Nunca vi alma grande demais
A fuga não deve ser regra
Deixar de desenhar expectativas
Não evitará decepcionar-se
Não confunda calma com esquivo
Permita-se cada dia
Permita-se cada amanhã
Crescer é questão de altura
Amadurecer é questão de grandeza
Ass: Danilo Mendonça Martinho