“Porto” (13/10/2012)

O arpoador de sonhos acordou sob um forte nevoeiro. Conta uma velha lenda que um marinheiro solitário achou o caminho de casa seguindo apenas um canto. Deve ser uma história inventada por algum romântico. Verdade ou não, toda vez que desce a neblina, as pessoas se debruçam nas janelas e sussurram canções que só seus queridos sabem. Todos querem garantir o desembarque dos seus abraços. O que seria de um cais sem saudade, tem desejo que fica para trás, muda de nome, desaparece no horizonte. Tem gente que nunca parte e acho que de certa forma se arrepende de ancorar a felicidade no primeiro sorriso. A vida é mar, cheia de possibilidades. Colocamos nossa humilde nau sem bússola, sem estrelas, apenas com uma alma em busca do que a faça todo. Não deixe de cantar na janela e guarde uma vaga nesse cais…o sonho ainda volta meu bem, o sonho ainda volta.

Ass: Danilo Mendonça Martinho

4 comentários em ““Porto” (13/10/2012)

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