Ass: Danilo Mendonça Martinho
Categoria: Vida
“Descanso” (16/01/2013)
O sol sempre nasce
A natureza sempre respira
Mas nosso olhar divaga
Se perde na distração da rotina
O tempo nos pede outras coisas
Contemplar a vida permanece na lista
Mais esquecido do que lembrado
Tem uma cadeira vazia na beira da praia
Tem um banco esperando na varanda
Tem uma rede balançando em ócio
Há tanta paz nas frestas do mundo
Nós aqui sem ao menos desviar o caminho
Ninguém precisa de permissão para parar
Faça sempre que precisar
É a alma que sustenta o corpo
É a imensidão da vida que alimenta a alma
Ass: Danilo Mendonça Martinho
“Rumo ao Futuro” (02/01/2013)
Ass: Danilo Mendonça Martinho
“Meu caro…” (05/12/2012)
Ass: Danilo Mendonça Martinho
“Com destino, sem direções” (07/11/2012)
Precisava de uma notícia de outrem
Olhos que pudessem testemunhar
A vida desta cor que só imagino
Se o passo fosse apenas passagem…
Não quero certezas, mas uma companhia
Mais do que um vislumbre do sonho
Quero verificar a existência do agora
Eu conheço este outro lugar
Ele ainda precisa de um endereço
Mas me mandasse um sinal de fumaça
Faria do meu aqui um lugar também
Seria então um pedaço do caminho
Uma perspectiva maravilhosa da felicidade.
Ass: Danilo Mendonça Martinho
“Resolução de fim de ano” (06/11/2012)
Ass: Danilo Mendonça Martinho
“Porto” (13/10/2012)
Ass: Danilo Mendonça Martinho
“Não se deixe” (08/10/2012)
Que vida é essa
Ocupada pelo nada
A negligência ao desejo
Tudo permanece incompleto
Mas o sonho precisa acordar
O amanhã tem que nascer
Deixar-se para trás
É acreditar que existe limite
Nunca vi alma grande demais
A fuga não deve ser regra
Deixar de desenhar expectativas
Não evitará decepcionar-se
Não confunda calma com esquivo
Permita-se cada dia
Permita-se cada amanhã
Crescer é questão de altura
Amadurecer é questão de grandeza
Ass: Danilo Mendonça Martinho
“Pertencer” (25/09/2012)
O corpo pode correr em círculos
Saborear o amargo mais de uma vez
Abraçar a dor no travesseiro
Respirar fundo sem escapar
O nosso corpo aguenta
A alma é o nosso limite
Lá a vida perde a cor
A vontade dissipa no ar
Toda alegria fica escassa
Todo passo vira abismo
A alma grita
O corpo pode ser indiferente
Conviver sem amizades
Silenciar sem sufocar
Atravessar o dia sem ser notado
O corpo pode vagar vazio
A alma precisa do que a complete
Pede um propósito para vida
Coloca um sonho no horizonte
Insiste na felicidade que não conhece
O corpo não sabe seu lugar
A alma tem endereço
Ass: Danilo Mendonça Martinho
“Um dia de cada vez” (10/09/2012)
Perdoa se o alvorecer parte
A felicidade é perene
Os caminhos que se desenham
Sempre voltam
A primavera pode ser a primeira
Mas os espinhos já feriram
O que vinga nesse jardim
É vida que desconsidera o tempo
O fim de tarde guarda a cor da memória
O mundo gira em nostalgia
O sonho recria o encontro
Acordar é sempre um novo desejo
Perdoa se a noite volta solitária
Não é preciso nenhuma aurora
O sentimento é a eminência
Do que já existe fora de si
Dorme com a certeza
O futuro é um lugar desconhecido
Mas para onde viajamos com a alma
Levamos quem a gente quiser
Ass: Danilo Mendonça Martinho