“Não feche seus olhos” (20/01/2014)

Eu não devia saber significados, não que hoje tenha muito o que explicar, só que a beira da minha janela era meu esconderijo. Uma época onde os minutos admirando o céu azul e deixando a cabeça livre não geravam culpa. Depois de criança toda pausa tem que ter porque. Mas segue dentro de mim a janela aberta de frente para este mundo de contrastes. O que cabe entre a árvore e o concreto? Nem tudo é céu. Tento preencher de sonhos, mas há tanto que não está em nossas mãos. É preciso se projetar no infinito para se sentir parte deste todo. É preciso estar distraído o suficiente para pensar em nada. É preciso libertar sua consciência da culpa. Ninguém pode te prometer o horizonte, apenas a janela.

Ass: Danilo Mendonça Martinho

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