“Na falta da tempestade” (05/02/2014)

Uma cidade que não chove não tem bueiros assim como um coração que não sente não tem cicatrizes. Precisamos de tudo, especialmente da dor. Nossas alegrias nos completam, nos dão força, esperança……nossas dores nos moldam. Acho realmente difícil de acreditar que seu caráter não tenha se formado por uma angústia se quer. Embora improvável não seja impossível. Caso acredite fielmente nesta teoria quer dizer que a vida ainda te reserva uma mágoa para apontar a direção. Não me veja, por favor, como algum melancólico pessimista, na verdade sou bem feliz. Apenas estaria sendo no mínimo desonesto com todas aflições da minha vida, adolescente e adulta, a não creditá-las nada do que sou hoje. Mudei para não me sentir mais assim, mudei para encontrar o bem estar de minha alma, mudei e continuo mudando em busca do meu melhor. Lembro claramente das dores e vitimização dos meus sentimentos. Aprendi que só vivendo o outro lado da moeda poderia crescer. Nem toda dor tem culpados, apenas participantes. O fato é que a perda, a ferida, mexem conosco. A inércia perante este incômodo vai te consumir, te fazer até mesmo desaparecer. A solução é agir em busca deste lugar onde possa encontrar paz para tudo que te inquieta. É um erro pensar que vai passar ou que vai partir. Tudo que é nosso fica, principalmente a dor. Precisamos nos resolver para estarmos preparados para viver e sempre há muito por viver. Esteja disposto a sentir pois não há lugar no mundo que não chova, o pouco que seja.

Ass: Danilo Mendonça Martinho

9 comentários em ““Na falta da tempestade” (05/02/2014)

  1. Caro Danilo, Parabéns pela reflexão da alma! Deixo aqui meu registro, pois sempre que venho visitá-lo saio com a certeza que estou no caminho certo. Apesar das pequenas mudanças que tenho feito ao longo de minha jornada, para alguns que gostam de sacudir a poeira provocando vendaval, pode parecer insignificante! Tenho a certeza que o meu caminhar, a minha mudança interna tem o tempo certo e me faz sentir mais plena para o próximo passo que é um “sonho de liberdade'!Abraços, Ana Cristina

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