“Solidão Pública” (01/02/2012)

As portas ainda fecham
Penso no que ainda é segredo
As fronteiras são pros outros?
Nos muros somos paradoxos
Seguros de tudo que não nos toca
Incertos de tudo que se poderia sentir

Essas trancas sem chave
Castidades aos corações
Nosso pedaço ainda livre
Que palavras só vivem em diários?
Quais cartas não podem ter destino?
Que almas deixam de respirar?

Arrombei todas as fechaduras
Nem o vento me agrediu
Como se o mundo tivesse espaço
Descobri que a multidão é outro esconderijo
Despi-me das dores e cicatrizes
Entendi que por aqui, a vida só passa

Ass: Danilo Mendonça Martinho

11 comentários em ““Solidão Pública” (01/02/2012)

  1. “Descobri que a multidão é outro esconderijo” \0/ótima reflexão que rende looongas histórias!Falar em multidões e fechaduras me lembram como eu sempre me deparo tentando imaginar o q há de segredo em cada rosto que passa pelas ruas!!

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  2. Como já dizia Lord Byron Na solidão é quando estamos menos só. E detectamos que nos dias de hoje a solidão é cada vez mais forte em multidão. Solidão é um sentir. Alguns reagem bem outros não.

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