“Segredo” (15/12/2011)

O sentimento não é um limite
Não posso esboçar tua face
Não saberia descrever sua alma
Pois você pode ser tudo
Tenho medo de construir este Tu
Há muitas palavras em silêncio
Posso seguir linhas sem rima
Na tradução imperfeita do olhar
Tenho que insistir enxergar-te
Você não dá dicas como o vento
Visto palavras tão aleatórias
Nem sempre aportam em outros corpos
O que navega por ti, tem destino?
Minha chance é que seja alma
Um coração há de guardar teus segredos
O sorriso revelará sua morada
Poderei finalmente ser verso
A palavra que nunca disse
Penso apenas se de posse do sonho
Resolverei então calar-me

Ass: Danilo Mendonça Martinho

12 comentários em ““Segredo” (15/12/2011)

  1. Essa coisa de não ver…Essa coisa de não ouvir…Essa coisa de não falar…Essa coisa de não estarOs curtos momentos de companhia distanteTudo isso é muito idealizante…Idealizar…também tem suas delícias…Aquela coisa de estar juntoTodo minuto… é muito concreto…Gosto de da rotina desrotinada dos beija-flores…que passam… que passam…colhem o néctar… colhe o doce…deixa sua beleza na lembrança, e vai-se…Volta… pelos mesmos instantes outrora.Um forte abraço, Danilo!Até mais…Cristian

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  2. Esse coração que sabe guardar os segredos tantos é o seu de poeta. Lemos, encantamos, mas nunca sabemos sua alma. Secreta sua dor e nos inebria com beleza farta.

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