“Ensaio sobre o improvável” (03/12/2011)

A vida é um encontro insensato. Somos tantos, perenes, distraídos, algumas vezes desesperados. Temos diversas línguas e outras tantas linguagens. Almas que carregam imensidões de sentido e um pulsar único que dá ritmo ao passo. O encontro é exatamente quando tudo desacelera, quando finalmente há um chão debaixo dos teus pés, e o tempo vira um pouco mais nosso. Eis então toda nossa improbabilidade, nossa fórmula sem resultado, a soma mais complexa da humanidade. Como juntar dois?
Foi quando a vida me acordou envolvido em um abraço, inebriado pela essência na minha pele. Ao olhar para trás é impossível determinar um quando, é como se o agora tivesse sempre existido. Poderia dar outras voltas no mundo e não voltaria aqui. Tem dias que são brechas inteiras de um universo onde com sorte podemos levar. Assim, contra todas as chances, nos encontramos, e encontrar a vida é raro.

Ass: Danilo Mendonça Martinho

8 comentários em ““Ensaio sobre o improvável” (03/12/2011)

  1. A vida é o que nos pertence quando respeitamos a sua autonomia. Não tem jeito é ela quem determina. Seguimos nela, nas suas vias e atalhos, sem saber ao certo para onde estamos seguindo. E ainda assim seguimos. Mas só a encontramos quando realmente diminuímos o passo. Poeta, lindo, lindo esse “Ensaio sobre o Improvável”. De uma delicadeza… Beijos para o poeta que vê a vida tecendo os seus fios, bem do alto da sua colina.

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