“Existência” (03/07/2011)

Não sei quando cheguei
Muito menos se escolhi
A lembrança é um fragmento
A infância uma escuridão
A consciência começou tarde
Ainda não sei quem sou
Como humano uma máquina
Como razão uma essência
Para onde ir?
O viver não é coerente
As ações são aleatórias
Não há respostas
Apenas uma única perspectiva
Mutante, amarga e esperançosa
Preciso agir enquanto não volto
O que me trouxe me levará
Não saberei como
Nem fará diferença
O ser é somente um agora
Todos viremos a dexistir

Ass: Danilo Mendonça Martinho

14 comentários em ““Existência” (03/07/2011)

  1. Nunca saberemos onde estamos, nem para onde vamos. Muito menos sabemos quem nós somos ou não somos, por somente existirmos. Quem sabe um dia saberemos ser, se é isto o que nos resta somente. No fim, deixaremos mesmo de existir.

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  2. “Alegria de encontrar na figura exterior os ecos da figura interna: ah, então é verdade que eu não me imaginei, eu existo.” (C. Lispector)Esse encantamento se transborda e de surpresa sorrio junto contigo!Beijo meu, poeta!

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