“O que há com as horas?” (17/07/2009)



As horas me ultrapassam, perco seus entornos
As horas perdidas, esquecidas na minha esquina,
Horas demasiadas longas, quando hei de chegar?
Horas sonhadoras ainda não me levem, eu peço
Horas futuristas, dê-me teu tempo certo
Horas impróprias, fatalmente atrasadas
Horas distraídas, me traístes?
Horas esquecidas, posso me ausentar também?
Horas exatas, o marco do que já foi
Horas minutadas, espera infinita
Horas marcadas e seus desencontros pontuais
Horas de sono, livres a sua vontade
Horas depois, entre deliciosos mistérios
Horas ilusórias, promessas que se esvaziam
Horas reflexivas, sua filosofia me intriga
Horas compartilhadas, dá-me o prazer da companhia?
Horas infinitas, da vida que não vejo fim
Horas complicadas, diferenciar desculpas de explicações
Hora do dia a dia…rotina
Horas desperdiçadas, vazios de palavras
Horas de desespero, curtas, aflitas e reais
Horas do amanhã, expectativas e não verdades
Horas, uma perspectiva sobre o tempo
Horas, um controle sobre a existência
Horas que não cabem meus desejos
Horas que limitam meus encontros
Horas que escurecem
Horas que renascem
Horas de caprichadas pertinências
Horas que me consomem
Horas sem consideração
Horas de inevitável atraso
Horas além daqui
Horas de alguma esperança
Horas de pulsos, paredes e igrejas
Se forem horas tardias
Permaneçam horas desconhecidas
Horas de paz

Ass: Danilo Mendonça Martinho

Um comentário em ““O que há com as horas?” (17/07/2009)

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