“Uma Calma” (23/06/2009)



Acalma, com calma.
Pobre coração acelerado
Atrapalhado com as palavras
Ridiculamente sonhando
Esperançoso de sorrisos
Pobre de seu dono
Um desses descuidados
Que te alimentou
Imprudentemente apaixonado
Agora sofre de tuas neuras
Compartilha tuas aflições
Até mesmo sorri em vão

Vai com calma
Sem palavras forçadas
Sem realidades dúbias
Seja teu porto seguro
Agarre tuas pernas
Sem tremedeiras à toa
Certas coisas já caminham
Olhares se acham
Não precisam de endereços
Procuram seus comuns
Ignorados tentam de novo

Peço calma
A pressa não lhe falta
Arrancaria páginas
Maltrataria versos
Negaria todas ações
Tua cadência é fatal
Preciso de teu arranjo
Para entoar os versos
Ao pé do ouvido
De outro pobre coração

Ass: Danilo Mendonça Martinho

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