“Em frente” (22/01/2015)

Quando nos sentimos no passado de nossa própria vida, estagnados, sem perspectivas e temos apenas um emaranhado de sonhos na nossa frente; Sinto-me numa prisão. Não conseguimos fluir, não encontramos vontade, os dias nos são extremamente indiferentes. A única coisa que permanece é a dúvida: Será que podemos fazer mais? O que estamos deixando passar? Qual sinal não soubemos ler?
Só que aqui aprendi uma coisa. A diferença entre o fardo e o incômodo. O fardo cansa, fugimos, precisamos sem querer, fazemos sem precisar. Já o incômodo te move. É o que não conseguimos deixar de lado, o que queremos melhorar, o que queremos ver crescer, o que queremos fazer mais, o que eventualmente pode lhe tirar da cama pela manhã.
Quando todo resto te consome a saída é apenas uma fresta. Mudar pode exigir tudo de você.

Ass: Danilo Mendonça Martinho

“Crescer” (29/10/2014)

Sempre queremos mais
Numa busca sem limites pelo melhor de nós
Uma pressão diária e sufocante
Até que um dia nos vemos no deserto
Sem saber exatamente o que já somos
Longe de tudo que sonhamos ser
Sem uma real perspectiva de propósito
O constante sentimento de se sentir insuficiente

Nossos próprios sonhos podem nos diminuir
Fazer com que deixemos de nos reconhecer
Cada erro parece um desvio sem volta
Todo dia, sem saber exatamente o quê, algo nos vence
E nem mesmo o papel de vítima nos serve
Um desgosto por se ver fraco
Incapaz de lutar contra a própria inércia
O mundo pode ser devastador
Mas a falta da força de vontade mata

É preciso parar diante o espelho por dias
Separar o que é, de tudo que pretende ser
Reencontrar dentro de si o caminho e não a fuga
Algo que nos recorde o quanto já somos felizes
Entender que certas coisas apenas nos rodeiam
E que tantas outras são as que nos tornam completo
Querer mais não significa que já não temos tudo que precisamos
Somos do tamanho da vida

Ass: Danilo Mendonça Martinho